“Já nem sei bem onde estou, mas sei que está bom aqui.” – Crítica a ‘You Were Never Really Here’ (2021)

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Rating: 5 out of 5.

Título: You Were Never Really Here
Ano de Lançamento: 2017
Género: Mistério, Drama
Realizador: Lynne Ramsay
Escrito por: Jonathan Ames
Elenco Principal: Joaquin Phoenix, Ekaterina Samsonov, Alex Manette, John Doman, Judith Roberts.

Sendo eu já conhecedora de um dos filmes que Lynne Ramsay realizou (o famoso ‘We Need To Talk About Kevin’ que eu tanto adoro), já esperava algo dentro do género, igualmente bom, na sua narrativa e na sua qualidade, porém bastante diferente em outros aspetos. Também devo referir que este foi um filme que me recomendaram inúmeras vezes e tenho de agradecer à pessoa que me recomendou este filme fantástico, sei que irá ler este post. Agora é hora de ir ao que interessa…

Apesar da sinopse deste filme referir logo que a personagem principal anda atrás de pessoas responsáveis por tráfico humano/infantil, este não é aquele filme típico de domingo à tarde que os nossos pais adoram ver e rever (e nós também, mas custa admitir às vezes porque depois já não se pode ser cinéfilo snob, sem levar uma boca que gosto de um filme qualquer do Seagal, inserir o emoji verde enjoado) .

Bem, nem vos digo nada, este filme deixou-me um bocado sem rumo no final a olhar para os créditos a rolar sem saber bem o que fazer, dizer ou opinar, tive de deixar chegar hoje para conseguir tirar umas notas e a partir daí começar a falar do filme em si. Este é ao contrário da maior parte, tive de largar o telemóvel para o ver e não pegar nele para aguentar, é demais este filme. Espetacular, Joaquin Phoenix como sempre afirmando o seu valor como um dos melhores da sua geração. Neste filme vemos um Joaquin acima do peso, com um desleixe visual que nos faz logo antecipar o tipo de personagem que estamos perante, e depois? Aguentar todo este nível de intensidade? Ele torna-o fácil para o espetador, pois nunca irá parecer uma interpretação forçada.

Só tenho um arrependimento acerca deste filme, foi mesmo não o ter visto mais cedo. A forma como a história é contada com muito poucas palavras, sendo de um cariz muito mais visual do que verbal. É esta a marca da realizadora, posso confirmar com o filme que referi acima, em que as performances dos atores precisam de serem muito mais metódicas do que simplesmente verbais. A nível visual é fantástico, todo o trabalho de maquilhagem e caraterização foi efetuado de uma forma à qual não posso atrever-me a colocar qualquer defeito. A fotografia é muito boa mesmo, ajuda imenso ter uma fotografia desta qualidade quando o filme se foca nos atos e não tanto nas palavras, mas tendo apenas alguns elementos chave na parte verbalizada.

A duração parecia-me pouca, quando vi a sinopse do filme, porém depois de testemunhar tanta intensidade, talvez muito mais tempo seria cansativo mentalmente para se processar a quantidade de informação à qual somos expostos. Sem me querer alongar muito mais, se ainda não tiveram a oportunidade de verem este filme, aproveitem e rebobinem a vossa box ou app do vosso serviço de TV, que deu no Canal Hollywood ontem à noite.

Espero que tenham gostado!
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Para finalizar, aqui está o trailer do filme:

Um pensamento sobre ““Já nem sei bem onde estou, mas sei que está bom aqui.” – Crítica a ‘You Were Never Really Here’ (2021)

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