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‘Hiroshima, Mon Amour’ (1959) – Um Olhar Sobre Radioatividade

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Hoje falo-vos de um filme que é um clássico por razões óbvias, afinal trata-se de um dos filmes fundamentais da Nouvelle Vague. É um filme carregado de simbolismo e não é um filme super óbvio, porém é bastante fácil de ver e o tempo passa bastante rápido, ainda que na narrativa pareça que passa muito devagar.

O começo deste filme é feito logo de uma forma bastante simbólica, quem quiser perceber irá perceber imediatamente que o que se vê por cima de dois corpos entrelaçados são cinzas. Afinal Hiroshima é o ponto central da narrativa, mas o amor também o é.

Um dos temas centrais do filme é o esquecimento, ou a falta dele. As personagens conversam entre si e ela (uma atriz francesa) diz ter visto Hiroshima, enquanto que ele (um arquiteto japonês) diz que ela não viu nada, isto porque ter estado lá e ter visto os museus, as filmagens, as reconstituições e ter chorado, nunca irá estar perto do que o povo japonês sofreu com toda a situação.

Tal como Hiroshima, o Amor também é um tema cheio de coisas más, ainda que hajam coisas boas nele. O filme retrata isso mesmo, é uma metáfora entre a radioatividade de Hiroshima e a radioatividade do Amor, este que pode ser bastante tóxico, como todos nós sabemos. No entanto, a cidade de Nevers (França) também assume um papel importante para o filme, pois foi onde ela deixou de ser quem era, afinal ela foi vítima de um dos maiores desgostos de amor: ter de lidar com o luto.

Em suma, é um filme que recomendo imenso a quem pretenda entender as origens do Cinema e conhecer algo diferente do tipo de filmes a que estamos habituados e que somos bombardeados constantemente com esse mesmo tipo de produções.


Espero que tenham gostado!
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